Vivendo em meio a dois eu's.

Eu sou quase fraqueza, eu sou um ser fraco, neurótico, cheio de transtornos, compulsões, frustrações, traumas, dores..
Sou quase um castelinho de areia, construído num dia nublado no meio da praia deserta, por um alguém solitário.
Eu sou o reflexo manchado no espelho daquilo que eu nunca queria ser. E um borrão ainda maior daquilo que tampouco jamais consegui me tornar.
Eu sou quase nada, eu sou quase chão, eu sou quase tudo qe se encaixa em sub (submissa, subterrânea,  subsidiada, substrata).

Sou quase choro, quase desmaio, quase morte.

Eu disse quase.


Porque em mim há um pequeníssimo complemento oposto para esse "quase".
Poque há um pedaço ínfimo de força de batalhão escondido em algum ponto remoto dentro de mim. 
Eu sou força, sou garra, determinação, sustentação. Sou uma arma de fogo, prester a disparar.
Sou a fagulha da chama que nunca apaga, perseverando balouçante em pleno vendaval.
Sou aquela música cantada em um momento de euforia a plenos pulmões, do começo ao fim, repetindo-se por inúmeras e inúmeras vezes.


Eu sou duas.

Uma parte de mim vomita.
A outra insiste em engolir em seco.


A parte fraca desaba.
A forte, se mantém.

0 comentários:

Postar um comentário