Corresponder
Preciso descobrir quem é você quando não estais comigo e quem sou eu quando estou longe de você.
Time After Time- (O tempo todo) - Cindy Lauper
O tempo todo
Deitada na minha cama,
Ouço o tique-taque do relógio e penso em você
Presa em círculos,
confusão não é novidade
Lembranças de noites quentes, ficaram para trás
Como uma mala de memórias
Tempos passados
Às vezes você me imaginava
Eu estou andando bem à sua frente
Você está chamando por mim,
Eu não consigo ouvir o que você dizia!
Então você me pedia: "Vá com calma, estou ficando para trás"
O ponteiro dos segundos vai pra trás
Se você estiver perdido, olhe ao redor
e vai me encontrar o tempo todo
Se você cair, eu vou te segurar
Eu estarei esperando o tempo todo
Se você estiver perdido, olhe ao redor
E vai me encontrar o tempo todo
Se você cair, eu vou te segurar
Eu estarei esperando o tempo todo.
Depois, minha imagem some,
E a escuridão começa a ficar cinza.
Observando pelas janelas,
Você quer saber se estou bem
Segredos roubados de lá do fundo
Meu coração bate descompassado
Você me pede pra ir devagar
O ponteiro dos segundos vai pra trás
Tempo após tempo...
Já não existe mais.
Penso sentir os sentimentos, que de dentro de mim se esvaem, largando um rastro de impurezas.
Fica apenas o eco da palavra pensada e do pensamento da existência de algo que representava e já não mais existe.
Deslizando pelos dedos, como areia macia e se juntando aos cacos, que no chão larguei.
Tudo não passou de frases ditas ao vento naquele dia escuro de outono.
Fica apenas o eco da palavra pensada e do pensamento da existência de algo que representava e já não mais existe.
Deslizando pelos dedos, como areia macia e se juntando aos cacos, que no chão larguei.
Tudo não passou de frases ditas ao vento naquele dia escuro de outono.
Adormecer...
É estúpido discutir! Tudo o que eu queria falar já foi dito alguma vez. Sinto como se não houvesse mais o meu espaço. O que restou foi só o vazio. Vazio de de minhas idéias em chamas. Estou sem chão e caio, devagar. Carrego uma vida inteira no olhar e você nem nota. Não tem mais fim. Apenas caio. Como em sonho frio e real. Se gritar, pelo menos parecerá real. Logo adormeço...você não quer me fazer feliz. As reticências dão margem ao final feliz e o ponto final corta a dor mais depressa.
Momento Inválido
Nada me contenta nesse pequeno momento inválido. A maré corre contra a minha fábrica de nostalgias. Eu gostaria de poder reescrever essa história, mas a borracha nesse momento não é a melhor opção. Me enconto indiferente. Não sinto ódio, mas também não amo. É preocupante o fato de simplesmente não sentir. Como fui tola...desde quando as coisas alguma vez aconteceram por sua causa? Eu só queria começar de novo...
Vivendo em meio a dois eu's.
Eu sou quase fraqueza, eu sou um ser fraco, neurótico, cheio de transtornos, compulsões, frustrações, traumas, dores..
Sou quase um castelinho de areia, construído num dia nublado no meio da praia deserta, por um alguém solitário.
Eu sou o reflexo manchado no espelho daquilo que eu nunca queria ser. E um borrão ainda maior daquilo que tampouco jamais consegui me tornar.
Eu sou quase nada, eu sou quase chão, eu sou quase tudo qe se encaixa em sub (submissa, subterrânea, subsidiada, substrata).
Sou quase choro, quase desmaio, quase morte.
Eu disse quase.
Porque em mim há um pequeníssimo complemento oposto para esse "quase".
Poque há um pedaço ínfimo de força de batalhão escondido em algum ponto remoto dentro de mim.
Eu sou força, sou garra, determinação, sustentação. Sou uma arma de fogo, prester a disparar.
Sou a fagulha da chama que nunca apaga, perseverando balouçante em pleno vendaval.
Sou aquela música cantada em um momento de euforia a plenos pulmões, do começo ao fim, repetindo-se por inúmeras e inúmeras vezes.
Eu sou duas.
Uma parte de mim vomita.
A outra insiste em engolir em seco.
A parte fraca desaba.
A forte, se mantém.
Sou quase um castelinho de areia, construído num dia nublado no meio da praia deserta, por um alguém solitário.
Eu sou o reflexo manchado no espelho daquilo que eu nunca queria ser. E um borrão ainda maior daquilo que tampouco jamais consegui me tornar.
Eu sou quase nada, eu sou quase chão, eu sou quase tudo qe se encaixa em sub (submissa, subterrânea, subsidiada, substrata).
Sou quase choro, quase desmaio, quase morte.
Eu disse quase.
Porque em mim há um pequeníssimo complemento oposto para esse "quase".
Poque há um pedaço ínfimo de força de batalhão escondido em algum ponto remoto dentro de mim.
Eu sou força, sou garra, determinação, sustentação. Sou uma arma de fogo, prester a disparar.
Sou a fagulha da chama que nunca apaga, perseverando balouçante em pleno vendaval.
Sou aquela música cantada em um momento de euforia a plenos pulmões, do começo ao fim, repetindo-se por inúmeras e inúmeras vezes.
Eu sou duas.
Uma parte de mim vomita.
A outra insiste em engolir em seco.
A parte fraca desaba.
A forte, se mantém.
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